A história das Catacumbas de Roma está profundamente interligada com a ascensão do cristianismo primitivo. Antes de sua construção, os romanos geralmente praticavam a cremação ou enterravam seus mortos em mausoléus familiares ao longo das principais estradas. No entanto, uma mudança ocorreu no século II d.C., à medida que o cristianismo se espalhava, trazendo consigo a crença na ressurreição corporal e uma preferência pela inumação. Como a terra dentro das muralhas da cidade era escassa e cara, e a lei romana proibia enterros dentro da cidade, os cristãos começaram a escavar vastos cemitérios subterrâneos em terras de propriedade privada nos arredores de Roma. Esses labirintos subterrâneos, esculpidos em rocha de tufo macio, permitiam o sepultamento de milhares de indivíduos, camada sobre camada. Com o tempo, essas catacumbas tornaram-se não apenas locais de sepultamento, mas também locais de culto, reuniões comunitárias e peregrinação, especialmente para a veneração de mártires ali sepultados. Elas serviram como refúgio para a identidade cristã durante períodos de perseguição. No século V, com o cristianismo tornando-se a religião oficial do Império Romano, os enterros nas catacumbas cessaram gradualmente, com novas igrejas sendo construídas acima do solo. Muitas relíquias foram eventualmente transferidas para basílicas dentro da cidade para maior segurança. Durante séculos, as catacumbas foram amplamente esquecidas, apenas para serem redescobertas e extensivamente exploradas a partir do século XVI em diante, revelando sua profunda importância histórica e arqueológica.